Link para a resolução do General Heleno, publicada no Diário Oficial do dia 19, que designa militares e civis escolhidos pelo Ministério da Defesa, para todos os órgãos da administração pública federal. Em tese, a justificativa é a coleta de dados e informações para a realização de estudos técnicos. Mas, quando visto pelos olhos da política, isso se parece, até em excesso, com uma intervenção militar velada.
Não se viu ninguém reagindo a isso, nem na mídia, nem nos meios políticos. Me parece que o susto foi tamanho que imobilizou nossos políticos. Os militares não fizeram pronunciamento na TV nem no rádio, não desceram de pára-quedas em comunidades, não prenderam ninguém. Quando o meio político se deu conta, o Ministério da Defesa estava nomeando pessoal para todos os órgãos, ministérios e autarquias federais deste país. A Resolução, de um modo nada sutil, é assinada APENAS PELO GENERAL HELENO. E talvez por isso mesmo não tenha sido contestada.
O Brasil vai entrar 2023, qualquer que seja seu aparente cenário institucional, com os militares distribuídos por todos os setores do Estado, em especial, os mais sensíveis e, como pode ser visto na edição de hoje, dia 21, do Diário Oficial, com a máquina arrecadatória das esquerdas na cultura, desmontada peça por peça, pedaço por pedaço, ONG por ONG. Inúmeras medidas estão sendo tomadas nesse final de dezembro, cuja vigência se dará daqui em diante, a maioria delas prejudicial às esquerdas e que, em tese, poderia ser desfeita por um governo cujos objetivos políticos são inversos ao atual. Qual seria, portanto, o objetivo dessas medidas e quem irá administrá-las? O tempo nos dará essas respostas, sem a menor dúvida.
Caso você queira apoiar o meu trabalho e incentivar o jornalismo independente, e prefira usar o Pix, basta usar para isso a minha chave, que é o meu endereço de email. PIX: j_mauricio@gmx.net
Perfil no Telegram, onde eu publico os meus textos, podcasts e Lives.


